segunda-feira, 4 de março de 2013

Viver as emoções!

Viver emoções faz parte normal da vida que todos levamos. Porém, estamos numa fase da evolução humana em que precisamos conhecer melhor o significado das emoções e como elas podem ser alavancas de limitação ou de liberdade interior.
Ao nível do sentir podemos confundir emoções com o sentir sábio que existe em todo ser humano e que faz parte do equipamento fantástico de sabedoria natural com que todos nascemos.
A mente humana ainda não encontrou o equilíbrio natural, vivendo uma grande parte do seu tempo em estado de confusão e contradição interior. Os pensamentos se sucedem de forma desordenada e dispersa, deixando a pessoa ao sabor de muitas estimulações, sendo frequentemente levada para becos sem saída nas escolhas e decisões que toma a cada momento.
 O complexo mente-corpo está ainda por ser verdadeiramente descodificado na sua forma de atuação na vida do ser humano. Contudo, do pouco que já entendemos do seu funcionamento, sabemos que existem níveis de equilíbrio que podem e devem ser conquistados por todos nós, atendendo a consciência que temos da nossa atividade mental e emocional.
As emoções são a resposta física aos pensamentos conforme são articulados. Por sua vez, elas são responsáveis pela acumulação de experiências e vivências de toda uma vida no nosso sistema de memória interna que vive em todas as nossas células. Ao serem vividas, as emoções cristalizam as experiências em “casulos de energia” que podem tornar-se redemoinhos de sofrimento contínuo na nossa vida.
Esses “casulos de energia” se alimentam por meio de um processo automático pela parte não consciente do nosso cérebro, criando mecanismos de resposta aos estímulos que recebemos ao longo da nossa vida. Assim, a raiva, zanga, mágoa, tristeza, inveja e culpa que ficaram “presas” em experiências passadas vão sendo reabastecidas energética e quimicamente pela nossa reação às situações atuais que despertam em nós essas mesmas emoções.
Na verdade, se não existissem registos dessas emoções, vivenciadas por nós no passado, a reação aos mesmos estímulos seria bem diferente. Por falta de conhecimento ainda acreditamos que a causa dos nossos infortúnios devem-se às situações que temos que enfrentar, mas, na verdade, o mecanismo funciona ao contrário: por causa dos “casulos de energia” retidos na memória, o cérebro leva-nos a reagir ao que aparece, de forma a alimentá-los.
Estes mecanismos são constantes e, na verdade, estamos sempre condicionados a viver o passado em repetição contínua, visto que o cérebro está em constante movimento associativo com a sua base de dados, acumulada ao longo do tempo de vida que temos. Mudam os cenários, mudam os dias do calendário, mas a resposta aos estímulos (situações, relacionamentos, fatos, etc) é feita em função da associação que o cérebro faz com o que ele encontra no seu estoque de informações (memórias).
Para gerenciarmos nossas emoções, precisamos estar mais conscientes de como funcionamos por dentro. Raras vezes ficamos “zangados, tristes, infelizes” pela razão que julgamos ser. Através de um processo de reflexão interior (e o coaching pode ajudar muito nesse processo) podemos identificar quais os “casulos de energia” presos que estão por detrás do nosso mal-estar atual.
Com uma abordagem sábia de Inteligência Emocional podemos ir desfazendo e libertando esses “casulos” e, com a sua desintegração, ficamos mais livres para viver o AGORA de novo, frescos e livres do constante condicionamento do passado e de suas reservas destrutivas.
Um dos métodos muito usados é o de nos habituarmos a observar nossas emoções, sem nos deixarmos absorver por elas, criando uma desidentificação com a emoção que nos sobrevem. Toda a emoção observada, colapsa. O importante é tomarmos consciência de que não somos a sensação ou a emoção, mas sim o campo de consciência onde ela se expressa. As emoções, as experiências, são como ondas na superfície de um oceano. Fazem parte dele, mas não são o oceano.
Quando a emoção vem, podemos percebê-la como uma onda que entra e sai do nosso grande campo de consciência, deixando que ela faça seu percurso e se vá, tal como as ondas do oceano, que seguem para a praia e se desfazem na areia, regressando ao oceano como simples água… Assim, a energia presa nas emoções liberta-se e volta ao nosso campo de energia, restabelecendo o equilíbrio perdido.

Isabel Ferreira 


Queridos amigos sonhadores achei este texto fantástico e muito esclarecedor quanto à forma como navegámos e gerenciamos as nossas emoções ao longo da vida. Interessante seria que cada um de nós colocasse em prática algumas orientações que apresenta a Isabel Ferreira. E lembre-se sempre do seguinte: quando se sentir mais atordoado ou em sofrimento com uma determinada emoção, toda a emoção que seja observada, colapsa. Pelo menos isto parece-me simples. Vamos experimentar e ser a partir de AGORA mais felizes.

Beijinhos emotivos
ISA