quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pesadelo surreal # 2 Onde encontro o AMOR?

 

O AMOR é facilmente confundido com controle, possessão, desejo, necessidade, dependência, atração, segurança, proteção, companhia, e muito mais. Mas, o Amor é o oposto da dor, do sofrimento, da necessidade, de controle, de prepotência, exigência, julgamento ou critica.
Amor é livre; o amor só aparece na vida de qualquer pessoa se as condições de vida o permitirem. O Amor não sobrevive num terreno onde surge a semente da vingança, da maldade.
O Amor é liberdade, pureza, é o sol que aquece o coração. Não se pode chamar Amor a um sentimento que oprime o coração, que causa dor no peito, sufoca a garganta e altera a visão.
 Quantos de nós pensa que são amados e que amam de verdade,  tendo por base uma relação de dependência e de controle?
Senti que estava só no Mundo. Mundo que me queria devorar até às entranhas do meu ser.




Encontrei um Mundo caótico, sem vida, sem luz, sem Amor. 
Sangue, horror, morte... era o Mundo que percepcionava. As crianças eram a minha salvação. E curiosamente eu era a delas. 
Peguei numa criança ao colo e puxava a outra pela mão, mas tropeçavamos constantemente nos cadáveres.
Quando cheguei ao muro branco, ouvi um som estrondoso que provocou até alteração da cor do céu, pois ficou preto e cinzento. Fiquei em pânico pois vinha do sítio alto onde deixei o carro com as outras crianças.
Decidi, para regressar mais rápido, ir lá ter diretamente por um caminho que me pareceu mais curto. Mas, não imaginava sequer em sonhos a realidade tenebrosa que me esperava. Assim que alcancei metade do trajeto a percorrer comecei a avistar do meu lado esquerdo uma paisagem estranha, confusa e de contornos pouco definidos. Porém, o meu coração disparou e as arritmias, palpitações, seguidas da boca seca, respiração ofegante e dores de cabeça, não deixavam margens de dúvida - tratava-se de algo deveras tenebroso, macabro e triste. Aproximei-me mais e mais. Foi então que comecei a percepcionar uma mancha vermelha. O que seria?


 




Oh não, oh não?! Oh não! Não quero ver isto!
O que faço para distrair as crianças? O que faço e penso para me distrair a mim própria?
Ver o que estava a ver era morrer através da visão, e se sobrevivesse com a visão daquele cenário horrível, morreria de certeza através dos pensamentos ou emoções que essa visão desencadeava.
Agora era completamente nitido - uma "Vala vermelha" de cadáveres nus sem cabeça, cobertos pelo seu próprio sangue. Irreconhecíveis, não se opercebia onde terminava um cadáver e começava o outro. Mais à frente, do meu lado direito, surgia uma "Vala Amarela" com cadáveres cobertos por um químico amarelo que deve ter sido o motivo da morte, pois estavam todos agonizados com as mãos na boca ou à volta do pescoço, como a tentar respirar mais e melhor. foram todos envenenados.

 

Já não suportava mais tanta dor. Cheguei mesmo a pensar - " O que adianta todo o meu esforço para sobreviver com estas crianças num Mundo sem VIDA e AMOR? Não sei, não vejo nenhum local seguro. Vivia segundo a segundo como se fosse o último e sempre a lutar... acreditar, a ter fé. 




 




Lembrei-me de pedir ajuda a Jesus. Se fosse para morrer, pedi-lhe para ser num local lindo, numa pradaria com relva, flores, fonte de água, passarinhos a cantar e o sol... O sol intenso e a brilhar no meu rosto... E no céu um arco irís em escada para eu subir com as crianças até ele.


Continua

I.M.