terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pesadelo surreal...

 Queridos Amigos!

Vou transcrever a partir de hoje vários sonhos de cariz profético que tenho tido.  Peço a todos para deixarem comentário ou partilharem um sonho vosso.
Os pesadelos são sonhos tão angustiantes que, em geral, nos fazem acordar pelo menos parcialmente. Os pesadelos podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais frequentes na infância. Os pesadelos, em geral, causam fortes sentimentos de temor, medo ou ansiedade. Suas causas são variadas.

 

Hoje sonhei com cenários horríveis e surreais à mente humana. Acho que nem tenho palavras que consigam descrever o que vi e senti.
Ruas, casas, cidades com cadáveres no chão, ensanguentados; alguns nos minutos de agonia antes da chegada da dita "Morte". Outros moribundos tinham recém-nascidos no seu colo e protegiam-nos de animais predadores que vinham para se alimentar atraídos pelo cheiro nauseabundo a sangue. O horror, o elixir do sofrimento estava estampado no rosto de todos: mortos, moribundos e vivos. eu estava num estado total de medo, quase em pânico peguei num bebé que estava prestes a ser devorado por um RATO gigante, praticamente do tamanho de um edifício com 10 pisos. Eram gigantes porque comiam em excesso o que alterou o seu ADN genético e os transformou em seres perigosos. Estes ratos reproduziam-se às centenas por dia, e as suas crias já eram também enormes, com cerca de 10m. de altura.
 

Entrei num carro com o bebé e recolhi mais 5 crianças, e dirigi-me para as montanhas onde construíram casas fortalezas para sobreviver a estes RATOS. Porém, o perigo era iminente e as hipóteses de sobrevivência eram muito escassas. Fui perseguida por um RATO gigante resistente. Nunca desistia de nos perseguir, apesar de encontrar outras presas pelo caminho. Parecia que fazia da perseguição um jogo ou uma forma de se divertir. 
Foi super assustador para as crianças, que olhavam para trás e viam o RATO a aproximar-se a toda a velocidade.

Finalmente cheguei a uma casa abrigo na montanha. Entrei desesperada com duas crianças ainda bebés ao colo. Mas a casa estava repleta de mulheres desnudadas, umas sem braços, outras sem uma perna, outras ainda sem olhos; outras acabadas de serem esfaqueadas  soltavam o último suspiro.
Percebi que ali também corria perigo. Eu era mulher e estava intacta. algumas apontavam para uma porta, outras tentavam falar-me mas a morte venceu esse último desejo. De qualquer forma tenho a certeza que todas me queriam avisar de algo.

Voltei ao carro para fugir daquele sítio horrível. Foi quando detetei que duas crianças tinham desaparecido. Saíram do carro para fazerem chichi, disse-me a mais velha, com 5 anos apenas. E agora, o que faço? Se fico mais um minuto que seja ponho em risco a vida de todas as outras crianças; se vou embora abandono à chacina duas crianças com 2 e 3 anos respetivamente.
Decidi procurar um pouco, pois não deviam estar longe. Fui a pé por uma escarpa até que avistei um pequeno muro branco. Fui até lá e espreitei para o outro lado. Sorri aliviada, pois as duas crianças estavam lá, sentadas em cima de...Não conseguia definir bem o que quer que fosse. Uma das crianças viu-me e sorriu feliz, mostrando um pequeno carrinho de bombeiros que encontraram. Claro, são crianças, vivem no constante e eterno agora e por isso já não se lembravam do perigo que viveram horas antes.
Saltei o pequeno muro. Depois reparei que as crianças entraram naquela área por uma fenda no muro 2 a 3 metros do sítio onde me encontrava.
Conforme caminho pela relva seca e plantas agrestes, aproximo cada vez mais das crianças, mas também de uma paisagem anti natura e capaz de golpear de emoção até mesmo o ser mais frio do planeta Terra.
As crianças encontravam-se sentadas num amontoado de cadáveres, todos vestidos de branco. Era uma vala de pessoas mortas vestidas de branco.
O que significava isto? De que ritual macabro foram vítimas?
Todo o meu ser tremia, a boca secou completamente, o coração paralisou por segundos, a respiração colapsou e recomeçou com força e sem qualquer sintonia. As mãos gelaram, o olhar foi atingido por lágrimas em catarata, e a garganta sufocou com um nó de emoção tão grande que para poder respirar tinha que tossir constantemente.
Tentei chamar as crianças- Sílvia e Maria- mas não saía qualquer som, certo modo senti-me morrer também ali. Parte de mim ainda emitia pensamentos: como pode qualquer que fosse a situação justificar um cenário de morte como aquele?
Quem tomou medidas tão drásticas e dramáticas ao ponto de tirar a vida a milhares de seres humanos? Seria isto o fim dos tempos, o chamado fim do mundo? Sim. o mundo tal como o conhecia não existia mais! Onde estavam agora os "vivos"? Quem poderia viver mais do que algumas horas sendo perseguido por animais famintos e gigantescos ou sobreviver a rituais de morte, autênticos genocídios da humanidade? Onde estavam os responsáveis da "VALA BRANCA"?

 

Peguei, finalmente, nas mãos das duas crianças, sorri-lhes, beijei-as e afaguei-lhes os cabelos. Como pode o Amor puro e inocente de duas crianças sobreviver e ser mais forte que este cenário de dor?
Ou só o Amor pode sobreviver a tudo, é claro, se for Amor de verdade.

Continua... 


I.M. Sonho de 7-7-2012