domingo, 10 de junho de 2012

Solitária

 

Quando deixas de te preocupar, os teus problemas desaparecem.
Será relevante ganhares ou perderes?
Será realmente importante seguir a multidão
e imitar os outros?

Mesmo que os outros desistam de inserir a sua identidade
dentro de determinados moldes, eu não me importo.
Prefiro ficar do lado das crianças, na sua inocência.

Mesmo que os outros tenham posses,
eu mantenho-me vazia e sem nome.
O meu espírito mantém-se aberto.

Há mulheres que deslumbram; eu sou insípida.
Há mulheres mordazes; eu sou inofensiva.
Há mulheres que têm um objetivo na vida;
eu continuo à procura dele.

Esvoaço como a neve numa tempestade.
Pareço não ter um destino, nem direção.

No entanto, por ser diferente,
tenho uma ligação sólida com a terra.

O Tao da Mulher